7º Ano E

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Países da Amazônia vão integrar ações de proteção à floresta




Daniela Torezzan e Jaime Gesisky / Especial de Belém

Cerca de 400 pessoas participam em Belém do evento Cenários e Perspectivas da Pan-Amazônia, realizado pelo Fórum Amazônia Sustentável e Articulação Regional da Amazônia (ARA). O debate é o primeiro esforço da sociedade civil dos países amazônicos na busca de enfrentar os desafios e identificar as oportunidades comuns na região.

Em suas áreas florestais, esses países abrigam cerca de 34 milhões de pessoas, mais da metade situada abaixo da linha de pobreza, apesar dos vastos recursos naturais que a floresta oferece. Mesmo sendo um grande potencial econômico, a floresta nos países pan-amazônicos já soma cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados de desmatamento.

A reversão desse quadro, segundo a avaliação dos participantes do evento, inclui formas sustentáveis de explorar os recursos da floresta e a valorização dos que, vivendo no interior da Amazônia, ajudam a manter de pé uma floresta que é crucial para o equilíbrio climático do planeta. No entanto, qualquer perspectiva de desenvolvimento deve considerar ainda o envolvimento de mecanismos de mercado e da iniciativa empresarial.

Para Adalberto Versíssimo, pesquisador do Imazon – palestrante no primeiro dia de debates do evento em Belém – os países pan-amazônicos deverão se orientar a partir de agora pelas práticas colaborativas capazes de transpor fronteiras. E dá exemplos bastante concretos. “De nada adianta cuidarmos do rio Amazonas ou do rio Negro do lado de cá, no Brasil, se as nascentes desses rios, localizadas em países vizinhos, não tiverem o mínimo de proteção”, apontou. A regulamentação protetiva da floresta, disse ele, precisa ser integrada.

PIB amazônico


De acordo com o pesquisador, o Produto Interno Bruto (PIB) dos nove países com floresta amazônica somaram 330 bilhões de dólares, só nesta década. Apenas no Brasil, os investimentos em infraestrutura previstos para a próxima década, superam os 500 bilhões de dólares. “Esse processo, sem precedentes, pode levar a um novo panorama de desmatamento, muito mais agressivo. O monitoramento do desmatamento, que já é uma realidade possível, representa esse empoderamento da sociedade”, disse.

Veríssimo classificou em três os principais eixos de investimentos para garantir o desenvolvimento da Amazônia: conhecimento e tecnologia, gestão pública, e produção com baixa emissão de carbono. “Esse desenvolvimento não poderá ser feito com pouco dinheiro, sem vontade política e sem o envolvimento das populações e redes pan-amazônicas”, finalizou.

Tecnologia

Uma das formas de integração apresentadas durante o debate vem do campo da tecnologia. A Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georrefernciada (RAISG, na silga em espanhol), formada por onze instituições que atuam na Amazônia.

Nas próximas semanas, a organização deverá divulgar os primeiros mapas com dados da pan-amazônia com as pressões atuais, as futuras e as potenciais como a exploração de gás e óleo, hidroeletricidade, transporte, uso do fogo e desmatamento para as áreas protegidas da região.

“Estamos avançando na integração regional por meio desses instrumentos tecnológicos que deverão gerar um debate além das fronteiras de cada país”, disse Beto Ricardo, do Instituto Socioambiental – um dos articuladores da RAISG.

Ricardo destacou ainda a importância da inserção dos indígenas no processo com a divulgação dos trabalhos. “Havia uma ideia de que a Amazônia era um grande espaço vazio sem população suficiente para ocupá-la”, disse. Além disso, segundo ele, a RAISG tronou muito mais evidente as pressões e ameaças do bioma, principalmente o desmatamento. “A floresta amazônica corre o risco de ser a floresta tropical mais descontínua do planeta”.


http://www.tosabendo.com/conteudo/noticia-ver.asp?id=172214 ACESSADO EM 18/11/11

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Desvio de águas e poluição ameaçam o Rio Jordão, onde Jesus teria sido batiza

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
25/10/2011 | 09h36 | Mundo



Volumoso, caudaloso, opulento, cristalino. Os adjetivos relativos ao Rio Jordão bíblico, citado 175 vezes no Antigo Testamento e 15 no Novo, onde Jesus teria sido batizado, parecem se referir a um lugar imaginário. Hoje, o Rio Jordão, com seus 217 quilômetros, é uma sombra do que já foi no passado. Nada menos do que 96% dos 1,3 bilhão de metros cúbicos de água que deveriam fluir anualmente pelo rio em direção ao Mar Morto são desviados para usos domésticos e agrícolas de cidades e vilarejos de Israel, da Jordânia e da Cisjordânia. Os 30 milhões de metros cúbicos restantes estão poluídos devido ao derramamento de esgoto no leito do rio.

O resultado é um rio fraco, pequeno e sujo, com profundidade máxima de meros três metros e largura de 30 - menos do que a altura da estátua do Cristo Redentor. Nada parecido com a imagem de águas fartas nutridas por muitos. Sagrado pelas três principais religiões monoteístas do mundo - judaísmo, cristianismo e islamismo - o rio está, para muitos, fadado à morte caso nada seja feito para salvá-lo. O chamado Baixo Jordão - os 105 quilômetros que ligam o Mar da Galileia ao Mar Morto - pode simplesmente sumir em um ou dois anos.

“Único em sua riqueza natural e cultural, o Rio Jordão está no momento ameaçado pelo desvio excessivo de águas, poluição e desenvolvimento inapropriado”, afirma relatório recente da ONG Amigos da Terra do Oriente Médio (Foeme), que reúne ativistas israelenses, palestinos e jordanianos. Além do desvio para agricultura e desenvolvimento local, as águas também são desviadas para empreendimentos privados, como a criação de peixes em piscinas artificiais.

Segundo Dalia Tal, diretora da ONG israelense Zalul, que luta pela saúde dos rios do país, a realidade atual é resultado de anos de falta de visão ambiental, de ignorância e de descaso. Do lado israelense, o desenvolvimento rápido do país criado há 63 anos foi a prioridade dos governos locais, às custas da natureza num país semidesértico.

"Estamos hoje pagando o preço do desenvolvimento rápido. Israel fez um esforço enorme para desenvolver sua agricultura em meio à chegada de milhões de imigrantes e ao aumento natural da população", explica Dalia. "Nos anos 50 e 60, ninguém pensava em meio ambiente. O mais importante era alimentar os cidadãos".

Em 1956, Israel construiu uma barreira no sul do Mar da Galileia - principal fonte de água do país -, praticamente fechando o fluxo para o Rio Jordão. O objetivo: desviar a água para o sul do país através do chamado Transportador Nacional de Águas, um sistema de tubos subterrâneos criado para possibilitar a agricultara na parte mais árida do país. Ao mesmo tempo, foram criados sistemas de esgotos que desovam o lixo diretamente no leito do rio. O mesmo processo - de desvio de água juntamente com aumento da poluição - aconteceu do outro lado do rio. A Jordânia e a Síria também construíram canais que desviam o fluxo do Rio Yarmuk, um dos afluentes do Jordão, para fins agrícolas.

Tudo isso aumentou a salinidade do Jordão e tornou a vida dentro dele e das plantas em sua volta quase impossível. Segundo dados da ONG Foeme, a $no rio diminuiu em 50% no último meio século. Outro resultado é a diminuição do Mar Morto, mais um ponto famoso da região. Com menos afluência da água do Jordão, o mar está ficando cada vez menor e mais salgado.

"Hoje o Jordão cheira mal e é sujo. Eu não teria coragem de entrar em suas águas - diz Dalia Tal, se referindo aos milhares de peregrinos cristãos que, diariamente, se banham no rio em lembrança ao batismo de Jesus Cristo".

Mas, segundo a diretora da ONG Zalul, há uma luz no fim do túnel. Isso porque, até 2013, estarão funcionando dois centros de purificação de esgoto na margem israelense do Jordão. Fora isso, entrarão em vigor leis que obrigam os donos de piscinas de peixes a reciclar a água usada nos lagos artificiais antes de devolvê-la ao rio.

Outras soluções, no entanto, ainda estão pendentes. As mais urgentes são limitar a poluição do rio e obrigar as autoridades locais a fornecer água purificada com qualidade e em quantidade suficiente para que o Jordão possa continuar sobrevivendo. Israelenses, palestinos e jordanianos teriam que se comprometer a devolver ao Jordão de 400 a 660 milhões de metros cúbicos de água de alta qualidade, anualmente, com ajuda de centros de purificação.

Os frutos de um Rio Jordão mais saudável poderiam ser colhidos pelos três governos com o aumento do turismo e a criação do chamado Parque da Paz do Rio Jordão, que incluiria um sítio de batismo cristão conjunto. As possibilidades de ecoturismo seriam enormes.

"Apesar da complicada situação geopolítica no Oriente Médio, é preciso um esforço dos governos envolvidos, além do apoio das populações e de uma maior pressão internacional para levar o Jordão à situação que um rio sagrado, histórico e tão bonito merece".

Da Agência O Globo


http://www.pernambuco.com/ultimas acessado em 10/11/2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Aline Barros - Santo é o Senhor

o rei do mar

Netuno, de Angelo Bronzino, pintor Florentino (1503-1572)Netuno ou Poseidon, o deus do mar na mitologia grega e romana, era filho de Saturno e irmão de Júpiter e Plutão. Juntos, destronaram o pai e o encerraram na região dos Infernos, cada um pegou para si a sua arma e repartiram o universo entre eles. Júpiter pegou o raio e o trovão, e ficou com os céus. Plutão pegou o capacete e ficou com o mundo dos mortos. Netuno pegou o tridente e ficou com os mares.

Dizem os poetas: "Salve Poseidon, deus da negra cabeleira! Que os que estão no mar experimentem a tua benevolência e o teu socorro."

O tridente tem o poder de abalar a terra e o oceano, formando terremotos e maremotos, mas também faz a água brotar das rochas e do solo. Traz as grandes secas e as grandes inundações. Segundo o mito, Netuno mora num belo palácio no fundo do mar Egeu e percorre os oceanos numa carruagem de cavalos de cabeça de bronze e crina de ouro, seguida de uma comitiva de milhares de nereidas, hipocampos, delfins, ninfas e outr

o rei do mar

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

DESCRIÇÃO DE ANIMAL

O cachorro engraçadinho

Cecília Meirelles

Há coisa mais triste que um menino sem irmãos nem companheiros,

fechado num apartamento ? Foi por isso que a família resolveu arranjar um

cachorrinho para brincar com o filho único. Os brinquedos, afinal, são

máquinas e acabam por enfastiar; o cachorrinho é um brinquedo vivo, quase

humano, o melhor amigo do homem etc. E veio o cachorrinho, muito

engraçadinho. Todos os cercaram, encantadíssimos. Dizem que os cães

sempre se parecem com os seus donos: este parecia-se com os donos, com

os amigos dos donos e até com os empregados da casa. Não se pode ser

mais amável. Era pretinho, lustroso, com umas malhas cor de mel em certos

lugares do focinho e do corpo. Orelhas sedosas e moles, e um rabinho que o

menino logo descobriu poder funcionar como manivela. E assim o utilizou.

O cachorrinho também parecia contentíssimo, e pulava para cá e para

lá, e às vezes parecia um cavalinho em miniatura. Mas era uma miniatura

Pinscher.

Não era só engraçadíssimo; era inteligentíssimo. Se lhe ensinassem,

creio que chegaria a atender o telefone. Instalou-se no apartamento como se

fosse o seu principal habitante. A vida passou a girar em torno dele. Deram-lhe

coleira, casaquinho, osso artificial para brincar, puseram-lhe nome,

compraram-lhe biscoitos. Pensando bem, era muito mais feliz que o menino

de cuja felicidade se cogitava. Talvez ele até entendesse o que diziam a seu

respeito, pois a cozinheira reparou que sua inteligência excedia a das

criaturas humanas. Via-o fitar um ponto no vazio, acompanhar uma presença

invisível, para a qual latia, demonstrando ser um animal dotado de poderes

sobrenaturais: um cãozinho vidente. Nessas condições, nem precisava

entender a nossa linguagem: podia captar diretamente os pensamentos...

O cachorrinho engraçadinho recebia as visitas com grande efusão.

Mordia-as de brincadeira nas pernas e nos braços, às vezes puxava um fio

de meia - mas era muito engraçadinho - dava saltos verticais que nem um

bailarino, e, como estava na muda dos dentes, babava as pessoas com muito

entusiasmo e de vez em quando deixava cair por cima delas um de seus

dentinhos, tão brancos e primorosos que pareciam de matéria plástica.

Além de receber as visitas, o cachorrinho engraçadinho sentava-se ao

lado delas, acompanhava com os olhos as suas expressões, despedia-se

delas com muita gentileza.

Acostumou-se de tal modo à família que não quis mais dormir sozinho,

passou a ocupar o melhor lugar das camas, como ocupava o das poltronas.

E quis também comer à mesa, escolhendo uma cadeira e colocando as

patinhas no lugar que a etiqueta recomenda, e que já bem poucas pessoas

conhecem como se pode observar em qualquer restaurante.

Até certo ponto o cachorrinho engraçadinho foi um divertimento, salvo

quando molhava os tapetes ou as almofadas.

ü Vocabulário

artificial - postiço, fabricado, não natural

captar - entender, compreender

cogitar - pensar, raciocinar, imaginar

dotado - favorecido, beneficiado, que tem o dom natural

efusão - fervor de amizade, com grande alegria

enfastiar - entendiar, aborrecer

etiqueta - conjunto de cerimônias no trato de muitas pessoas, regra estilo

exceder - superar, ultrapassar

fitar - olhar, fixar a vista, o pensamento, a atenção em alguma coisa

lustroso - reluzente, brilhante, polido

Pinscher - raça de cachorro de baixa estatura e de porte pequeno

primoroso - perfeito, distinto, excelente

salvo - exceto, afora

sedosos - que tem seda, semelhante à seda, peludo, macio

sobrenatural - superior ao natural, excessivo, sobre-humano, que excede as forças

da natureza, que não tem explicação

vidente - que profetiza, que tem a faculdade de visão sobrenatural de cenas futuras

II - Conhecendo o Texto

A T I V I D A D E 1

1 - Explique com suas palavras as frases abaixo, considerando que o sentido da

palavra artificial é o mesmo do texto.

a) Sentia uma alegria artificial.

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b) Deram-lhe um osso artificial.

______________________________________________________________

c) Comprei flores artificiais na floricultura.

______________________________________________________________

d) O cachorrinho tinha uma vida artificial.

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2 - Reescreva as frases, substituindo as palavras sublinhadas por sinônimos.

Consulte o vocabulário do texto ou o dicionário.

a) "Os brinquedos, afinal, são máquinas e acabam por enfastiar".

8

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b) Pensando bem, era muito mais feliz que o menino de cuja felicidade se

cogitava".

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c) "Sua inteligência excedia a das criaturas humanas".

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d) "Nem precisava entender a nossa linguagem: podia captar diretamente os

pensamentos".

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Nas questões de 3 a 5, assinale com um ( X ) a opção que melhor explique o

significado das palavras nas frases.

3 - "O cachorrinho engraçadinho recebia as visitas com efusão".

a) (__) timidez

b) (__) fervor de amizade

c) (__) balançando o rabinho

4 - "O cachorrinho foi um divertimento, salvo quando molhava os tapetes ou as

almofadas".

a) (__) afora

b) (__) contrário

c) (__) permitido

5 - "E quis também comer à mesa, escolhendo uma cadeira e colocando as patinhas

no lugar que a etiqueta recomenda".

a) (__) costume

b) (__) selo de compra

c) (__) normas, regras

6 - Numere os parênteses de acordo com a ordem dos acontecimentos no texto.

a) (____) Todos ficaram encantadíssimos com o cachorrinho.

b) (____) A família resolveu comprar um cachorrinho para o menino.

c) (____) À medida que o tempo passava, o cachorrinho foi se tornando um

membro da família e até sentava-se à mesa.

d) (____) O único fato que contrastava com sua inteligência e o colocava na

condição de animal era que molhava os tapetes e as almofadas.

e) (____) O animalzinho se adaptou facilmente ao convívio com a família.

7 - Retire do primeiro parágrafo a pergunta com a qual a autora se dirige ao leitor.

________________________________________________________________

________________________________________________________________

8 - De acordo com a descrição que a autora faz do cachorrinho, vamos fazer uma

ficha com suas características.

a) raça: ________________________________________________________

b) tamanho: ____________________________________________________

c) cor: _________________________________________________________

d) pêlo: ________________________________________________________

e) focinho e corpo: _______________________________________________

f) orelhas: ______________________________________________________

g) rabo: ________________________________________________________

Você deve ter observado que nesse texto a intenção da autora é descrever o

comportamento do cachorrinho no convívio familiar e apresentá-lo fisicamente.

As características físicas ( aquilo que é externo, que está fora ) são percebidas

pela visão, audição, tato, paladar e olfato. Já as características psicológicas ( aquilo que é

interno ) retratam os aspectos emocionais de uma pessoa.

Vejamos como esse jeito de escrever foi utilizado no texto.

A T I V I D A D E 2

Responda as questões de 1 a 7.

1 - Qual a diferença entre brinquedo mecânico e o cachorrinho, segundo o texto ?

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________________________________________________________________

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2 - Na descrição, usa-se muito o recurso da comparação para caracterizar melhor o

que estamos descrevendo. No texto, com o que e com quem o animalzinho é

comparado ?

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_______________________________________________________

______________________________________________________

3 - Os animais não apresentam características psicológicas, e sim de

comportamento. Qual o comportamento do cachorrinho a partir do momento que

chegou à nova morada ?

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III - Conversando sobre o texto

10

4 - A autora descreve muito pouco o ambiente e a família com a qual o

cachorrinho foi morar. Observe com atenção todos os detalhes que o texto

fornece e responda.

Qual é a classe social da família ? Por quê ?

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5 - Quando o cachorrinho chegou, puseram-lhe nome.Que nome você daria a ele ?

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6 - Você concorda que o cachorro é o melhor amigo do homem ? Justifique.

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7 - Como você imagina o menino do texto quanto ao

a) aspecto físico ?

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b) aspecto psicológico ?

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8 - Assinale a opção correta. Qual era o comportamento do animalzinho com as

visitas ?

a) (__) raivoso, bravo

b) (__) indiferente, não ligava para nada

c) (__) alegre, contente

9 - Assinale a opção correta. O cachorrinho do texto é descrito

a) (__) pelo menino.

b) (__) pelos pais.

c) (__) pelo descritor do texto.

10 - Explique a frase: "Os brinquedos, afinal, são máquinas e acabam por enfastiar."

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11 - Você concorda que um cachorro possa ocupar, dentro de casa, o lugar de uma

pessoa ? Justifique sua resposta.

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12 - Que outro título você daria ao texto ?

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

EXERCICIO LEITURA E INTERPRETAÇÃO

Existem pessoas que são comuns, mas, aos nossos olhos, são
especiais. Assim era Julieta para seu primo.

DESCRIÇÃO DE PESSOA

Prima Julieta
Murilo Mendes

Prima Julieta, jovem viúva, aparecia de vez em quando na casa de
meus pais ou na de minhas tias. O marido, que lhe deixara uma fortuna
substancial, pertencia ao ramo rico da família Monteiro de Barros. Nós éramos
do ramo pobre. Prima Julieta possuía uma casa no Rio e outra em Juiz de
Fora. Morava em companhia de uma filha adotiva. E já fora três vezes à
Europa.
Prima Julieta irradiava um fascínio singular. Era a feminilidade em
pessoa. Quando a conheci, sendo ainda garoto e já sensibilíssimo ao charme
feminino, teria ela uns trinta ou trinta e dois anos de idade.
Apenas pelo seu andar percebia-se que era uma deusa, diz Virgílio de
outra mulher. Prima Julieta caminhava em ritmo lento, agitando a cabeça para
trás, remando os belos braços brancos. A cabeleira loura incluía reflexos
metálicos. Ancas poderosas. Os olhos de um verde azulado borboleteavam. A
voz rouca e ácida, em dois planos; voz de pessoa da alta sociedade. Uma vez
descobri admirado sua nuca, que naquele tempo chamavam de cangote, nome
expressivo: pressupõe jugo e domínio. No caso somos nós, homens, a sofrer a
canga. Descobri por intuição a beleza do cangote e do pescoço feminino, não
querendo com isso dizer que desprezava outras regiões do universo.

Vocabulário
anca - nádega, quadril
domínio - dominação, autoridade
fascínio - encantamento, fascinação, atração irresistível
fortuna - riqueza
irradiar - lançar, emitir, espalhar
jugo - submissão, opressão
ramo - divisão, descendência
singular - individual, único
subestimar - não dar o devido valor, desprezar
substancial - reforçado, forte
universo - (figurativo) corpo
- Conhecendo o Texto
A T I V I D A D E 1
Nas questões de 1 a 3, assinale com um ( X ) a opção que melhor explique as
palavras ou expressões sublinhadas em cada frase.
1 - "O marido lhe deixara uma fortuna substancial".
a) (__) razoável
b) (__) falsa
c) (__) irreal
2 - "Nós éramos do ramo pobre".
a) (__) da parte
b) (__) do bairro
c) (__) do galho
3 - "Prima Julieta irradiava um fascínio singular".
a) (__) único
b) (__) coletivo
c) (__) contagiante
4 - Copie as frases abaixo, substituindo as expressões sublinhadas por outras
palavras de sentido semelhante ( sinônimos ).
a) "Uma vez descobri admirado sua nuca, que naquele tempo chamavam
cangote, nome expressivo: pressupõe jugo e dominação".
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b) "Descobri por intuição a beleza do cangote e do pescoço feminino, não
querendo com isso dizer que subestimava outras regiões do universo".
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Observe:
A descrição de Prima Julieta implica movimento. Marque a alternativa que se
adequa melhor às palavras sublinhadas nas frases abaixo.
1 - "Remando os belos braços brancos".
a) (__) balançando
b) (__) sacudindo
c) (__) acenando
2 - "Os olhos de um verde azulado borboleteavam".
a) (__) voavam
b) (__) viravam
c) (__) piscavam
3 - Cite três características físicas da personagem.
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Esse texto é um exemplo de descrição de pessoa. Nele o escritor não
se limita em descrever a personagem apenas fisicamente ( por fora ), mas
também marcando os traços psicológicos ( jeito de ser ) da personagem,
selecionando aspectos considerados importantes para a caracterização do ser.
III - Conversando sobre o texto

A T I V I D A D E 2
Nas questões 1 e 2, assinale com um ( X ) a única opção correta.
1 - Nesse texto o descritor é
a) (__) Murilo Mendes
b) (__) o primo de Julieta
c) (__) o marido de Julieta
2 - Leia atentamente, o período abaixo:
"Uma vez descobri admirado sua
nuca, que naquele tempo chamavam de
cangote, nome expressivo: pressupõe
jugo e domínio. No caso somos nós,
homens, a sofrer a canga."
Que visão o descritor procura passar da figura feminina em relação ao
homem ?
a) (__) indiferente
b) (__) possessiva
c) (__) sedutora
d) (__) tímida
e) (__) autoritária
Responda as questões 3 e 4.
3 - Qual a idade do rapaz quando conheceu Julieta ? E ela quantos anos tinha ?
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4 - No texto predomina a descrição física ou a psicológica ? Comprove com duas
expressões do texto.
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Assinale com um ( X ) as opções corretas de acordo com o texto.
5 - Pela forma como Julieta é descrita, podemos deduzir que o primo a acha
a) (__) linda.
b) (__) nem feia, nem bonita.
c) (__) pouco atraente.
d) (__) feminina.
e) (__) fascinante.
6 - Apesar de o descritor ser ainda garoto, ele sentia grande atração pela prima.
Podemos perceber isso através das seguintes descrições:
a) (__) "Era a feminilidade em pessoa."
b) (__) "Morava em companhia de uma filha adotiva."
c) (__) "Ancas poderosas."
d) (__) "A voz rouca e ácida..."
e) (__) "Descobri por intuição a beleza do cangote e do pescoço feminino..."
7 - Você, com certeza, conheceu alguém tão especial quanto Julieta. Conte-nos
como era essa pessoa.
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